Voluntários contaminados por HIV não reagiram ao vírus e os que não tinham o vírus foram infectados
por Rafael Spoladore
O estudo chamado HVTN 505 começou em 2009 e reuniu 2504 voluntários de 19 cidades americanas, a maioria de homens gays. O objetivo era testar uma vacina que funcionaria como prevenção para quem ainda não estivesse contaminado ou que pudesse ajudar o sistema imunológico a combater o HIV entre os já contaminados. Metade dos participantes recebeu a vacina e a outra metade um placebo.
Ao revisarem recentemente os resultados da pesquisa, os cientistas descobriram que boa parte dos participantes que não estavam infectados contraiu a doença, o que mostra que a vacina não teve eficácia. Isso obrigou o governo dos EUA, dono da instituição de pesquisa, a parar o estudo.
Ainda não se sabe o motivo da contaminação, mas acredita-se que não tenha sido por causa da vacina, mas sim pelo comportamento de risco dos vacinados. Apesar de terem sido instruídos a, mesmo com a vacina, usar camisinha e não praticar sexo inseguro, os participantes continuaram livres para tomar suas próprias decisões.
O voluntário Josh Robbins, de 30 anos, da cidade de Nashville, Tennessee, foi um dos que contraiu AIDS. Ele disse estar feliz pelo acompanhamento médico que teve desde o início, o que auxilia no combate ao vírus, e por estar ajudando a ciência. "Temos que seguir em frente. O estudo certamente pode nos levar para uma nova direção que encontre algo que pode funcionar", ele disse.
O diretor Anthony Fauci, do National Institutes of Health, que conduziu a pesquisa, está desapontado. Mas ele ressalta que, sem esse estudo, não haveria tanta informação importante disponível e que pode ser determinante para a próxima tentativa de uma vacina contra o HIV.
Várias tentativas de se criar uma vacina contra a AIDS falharam nos últimos anos. Estudos recentes demonstram que uma melhor estratégia pode ser a de criar anticorpos mais poderosos do que os que o sistema imunológico consegue produzir e que poderiam se adiantar a rápida evolução do vírus dentro do corpo humano.
Ao revisarem recentemente os resultados da pesquisa, os cientistas descobriram que boa parte dos participantes que não estavam infectados contraiu a doença, o que mostra que a vacina não teve eficácia. Isso obrigou o governo dos EUA, dono da instituição de pesquisa, a parar o estudo.
Ainda não se sabe o motivo da contaminação, mas acredita-se que não tenha sido por causa da vacina, mas sim pelo comportamento de risco dos vacinados. Apesar de terem sido instruídos a, mesmo com a vacina, usar camisinha e não praticar sexo inseguro, os participantes continuaram livres para tomar suas próprias decisões.
O voluntário Josh Robbins, de 30 anos, da cidade de Nashville, Tennessee, foi um dos que contraiu AIDS. Ele disse estar feliz pelo acompanhamento médico que teve desde o início, o que auxilia no combate ao vírus, e por estar ajudando a ciência. "Temos que seguir em frente. O estudo certamente pode nos levar para uma nova direção que encontre algo que pode funcionar", ele disse.
O diretor Anthony Fauci, do National Institutes of Health, que conduziu a pesquisa, está desapontado. Mas ele ressalta que, sem esse estudo, não haveria tanta informação importante disponível e que pode ser determinante para a próxima tentativa de uma vacina contra o HIV.
Várias tentativas de se criar uma vacina contra a AIDS falharam nos últimos anos. Estudos recentes demonstram que uma melhor estratégia pode ser a de criar anticorpos mais poderosos do que os que o sistema imunológico consegue produzir e que poderiam se adiantar a rápida evolução do vírus dentro do corpo humano.
Fonte: Galileu
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